Gezani já não ameaça Moçambique: INAM confirma melhoria do tempo
O ciclone tropical intenso Gezani já não representa risco para o território moçambicano. A garantia é oficialmente dada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que assegura estarem reunidas as condições para o regresso gradual das famílias deslocadas às suas residências.
Segundo o diretor-geral da instituição, Adérito Aramuge, o fenómeno manteve-se afastado da linha costeira da província de Inhambane sem chegar a atingir o continente, o que limitou significativamente os danos. “O ciclone deslocou-se ao largo da costa e não entrou em terra. Esse afastamento reduziu substancialmente os impactos”, afirmou o responsável em declarações ao canal O País.
De acordo com o INAM, o sistema retomou a sua trajetória sobre as águas do Oceano Índico, retirando o país da zona de influência direta. Atualmente, a situação evoluiu para um quadro de vigilância normal e monitorização de rotina.
Famílias começam a regressar aos bairros na Maxixe
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) também confirmou a melhoria do cenário no terreno. A presidente da instituição, Luísa Meque, anunciou que as famílias acolhidas em centros de acomodação na cidade da Maxixe já podem regressar às suas casas.
Após visitas de avaliação, as equipas técnicas constataram a existência de condições de segurança para o retorno. “Percorremos várias zonas e verificámos que existem condições para que as famílias regressem. Estamos aqui para transmitir tranquilidade e assegurar que este processo seja feito com segurança”, explicou Meque.
Centros de acomodação acolheram mais de 800 pessoas
No total, foram ativados oito centros de acomodação na província de Inhambane, que acolheram 871 pessoas (109 agregados familiares).
Apesar de o ciclone não ter atingido diretamente o território continental, registaram-se três óbitos na província de Inhambane. O trágico balanço mantém as autoridades em alerta para a necessidade de reforçar medidas preventivas, especialmente em zonas vulneráveis.
As instituições de gestão de risco sublinham que, embora o Gezani se tenha afastado, a época ciclónica continua ativa. O apelo à população é que continue a acompanhar os comunicados oficiais e adote precauções sempre que necessário.

