Empresas moçambicanas querem maior participação nos grandes projetos públicos
Empresas moçambicanas reivindicam espaço nos grandes projetos
As empresas moçambicanas devem ter uma participação mais significativa nos grandes projetos públicos adjudicados a entidades estrangeiras, defende a Confederação das Associações Económicas de Moçambique.
O presidente da CTA, Álvaro Massingue, argumenta que os grandes empreendimentos devem criar oportunidades de subcontratação, transferência de tecnologia, formação e capitalização do empresariado nacional.
Conteúdo local deve gerar capacidade nacional
Para a CTA, a participação de fornecedores nacionais não deve ser vista apenas como uma preferência pelas empresas locais. A organização considera que cada grande projeto deve contribuir para fortalecer a capacidade produtiva do país.
A posição ganha relevância num momento em que Moçambique procura aproveitar investimentos em energia, infraestruturas, mineração e outros setores estratégicos.
Grandes projetos podem deixar competências
Pagamentos continuam a preocupar empresários
Outro problema apontado pela CTA está relacionado com atrasos nos pagamentos de obras públicas, que afetam a tesouraria e a capacidade operacional das empresas.
Resolver esse problema, juntamente com o acesso a financiamento e capacitação, será importante para permitir que mais empresas moçambicanas consigam competir pelos grandes contratos.

