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China Isenta Tarifas a 53 Países Africanos, excluindo Eswatini

A China anuncia medida de isenção total de tarifas aduaneiras para 53 países africanos, com os quais mantém laços diplomáticos, incluindo Moçambique. A nova política tem como objectivo reforçar a colaboração económica com o continente, consolidando a posição de Pequim como parceiro estratégico no comércio e investimento em África.

Bandeira da China (Imagem de Gaston Laborde por Pixabay)

Eswatini Fora do Acordo

O único país africano que ficou de fora desta medida de isenção de tarifas foi o Reino de Eswatini. A exclusão prende-se com o facto de Eswatini manter relações diplomáticas com Taiwan, dessa forma, contrariando a posição oficial da China, que considera a ilha como uma província sob sua soberania e não como um Estado independente.

Anúncio Feito em Reunião de Alto Nível

A medida foi anunciada numa declaração conjunta, emitida logo após uma reunião do Comité de Defesa China-África, realizada em Changsha, na província de Hunan. Além disso, o encontro contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, bem como de diversos representantes africanos. Importa destacar que esta reunião ocorreu num momento em que as tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos se acentuam.

Críticas ao Proteccionismo Norte-Americano

Durante o encontro, foi feito um apelo ao diálogo e à cooperação internacional, dirigido especialmente aos Estados Unidos. A declaração conjunta exortou as partes envolvidas a “retomar o caminho do entendimento”, baseando-se no respeito mútuo para a resolução de disputas comerciais.

Dessa forma, este posicionamento representa uma resposta clara às políticas proteccionistas implementadas pela administração do presidente norte-americano, Donald Trump, que introduziu novas tarifas sobre importações africanas. Como resultado, vários países do continente enfrentam agora restrições comerciais significativas. Entre os mais prejudicados destacam-se o Lesoto (50%), Madagáscar (47%), Maurícias (40%), Botsuana (38%) e, em particular, a África do Sul (31%), principal exportador africano para o mercado dos EUA.

Estratégia de Pequim Perante a Queda da Procura Interna

Com a desaceleração económica no seu território, a China procura intensificar a sua presença nos mercados africanos. A política de “tarifa zero” surge como um estímulo às importações provenientes de África, ao mesmo tempo que apoia as empresas públicas chinesas, que enfrentam dificuldades resultantes da fraca procura interna.

Swilo xa Utomi

Revista online que apresenta conteúdos sobre a vida em Moçambique

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